A luta armada, sem arrependimento
Em CODINOME CLEMENTE, um comandante da luta armada dá sua visão desassombrada e sem remorsos do combate à ditadura pós-1964.
Em CODINOME CLEMENTE, um comandante da luta armada dá sua visão desassombrada e sem remorsos do combate à ditadura pós-1964.
O filme de Eva Vitija revela não só o universo de uma grande escritora, para quem a literatura era “um substituto de vida”, mas também de uma época. Resenha de Paulo Lima.
ANDANÇA tem o mérito inegável de trazer a público os materiais coletados por Beth Carvalho com sua câmera. CAFI esboça o caráter de um dos fotógrafos mais amados pelos artistas brasileiros.
As mulheres têm um lugar quase apenas decorativo em AS OITO MONTANHAS, pois não há espaço para elas em tal elogio do afeto e do ethos masculino.
Uma energia muito boa pulsa na maneira de filmar e montar as cenas de PARA ONDE VOAM AS FEITICEIRAS, mas não afasta o risco da caricatura e da diluição da política.
Neste sábado, 2 de setembro, a incansável Marialva Monteiro lança seu livro Cineduc – História e Memória, que aborda mais de 50 anos de vivências nessa instituição que ela ajudou a criar e tornar imprescindível. Eu tive a honra e o prazer de assinar o prefácio.
Pai e esposa de Assange estão à frente de ITHACA – A LUTA DE ASSANGE, documentário que faz a defesa de Julian sem estardalhaço editorial.
Notas sobre os filmes O ACIDENTE e CORDIALMENTE TEUS
Meu vídeo da capital iraniana, enfocando as múltiplas faces de uma cidade vibrante.
Yanomamis, guaranis e outras nações apresentam seus novos filmes no festival paulista com algumas opções online.
A Academia Brasileira de Cinema festeja Vladimir Carvalho com uma homenagem e um livro.
Notas sobre os filmes PASSAGENS e RAQUEL 1:1
EAMI, filme paraguaio vencedor de Roterdã, tem montagem de Jordana Berg e uma mitopoética da tragédia indígena.
AS TRÊS VIDAS DE FRIEDA WOLFF transcende o mero interesse étnico e, apesar de sua modéstia formal, diz bastante sobre o amor pela pesquisa e um percurso singular no âmbito da imigração.
A forte trajetória do rapper e mega-empresário Giwar Hajabi aparece em RHEINGOLD comprometida por um roteiro descosido e cheio de lugares comuns.
Notas sobre dois filmes que envolvem astronomia: ASTEROID CITY e O ESPAÇO INFINITO.
A rigor, RETRATOS FANTASMAS não trata de assuntos novos. Ainda assim, o filme-ensaio de Kleber Mendonça Filho nos chega com um frescor extraordinário porque dribla o óbvio e se sustenta na inteligência do realizador.
“Eu me filmo, logo existo”. AZNAVOUR POR CHARLES conta a vida de um homem que queria ver/filmar tanto quanto era visto, ouvido e admirado.
Longas discussões e recursos de divulgação científica tornam o filme de Christopher Nolan gongórico e afetado.
DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS é uma embromação da má consciência europeia em relação aos imigrantes. Um filme obscuro e vazio, com um roteiro que não se sustenta em pé.
DEPOIS DE SER CINZA é um curioso drama relacional passado entre o Brasil e a Croácia. Tem muitas qualidades a contrapor a um certo esvaziamento dramático. No mesmo artigo, uma nota sobre 7 CAIXAS, uma joia do cinema paraguaio.
AS QUATRO IRMÃS é capaz de encantar com a dinâmica da família de Vera Holtz, a verve de um diretor criativo e a imersão na personalidade de uma grande atriz.
IMPERMANÊNCIA é uma ótima introdução à figura carismática de Márcio Cunha e sua dança visceral. Estreia na Mostra Cavídeo 26 Anos.
Vamos dar um tempo em Barbienheimer e curtir Kleinschwitz, as novas atrações de Patricia Niedermeier e Regina Miranda na Mostra Cavídeo 26 Anos.
Quase 60 anos depois, um documentário revisita as locações do clássico português “Os Verdes Anos”. Seria um belo ensaio sobre permanência e transformação caso as imagens de hoje fossem justapostas às cenas do filme de Paulo Rocha.
ATÉ AMANHÃ no Irã atual e BLUE JEAN na Inglaterra de 1988: o ultraconservadorismo é para ser assimilado ou enfrentado?
Vanguardista no retrovisor, Julio Bressane tenta atar as duas pontas do tempo em CAPITU E O CAPÍTULO.
Por mais que os enunciados feministas sejam claros e o deboche da masculinidade seja divertido, a mercomédia BARBIE não consegue esconder seu contorcionismo para que a boneca apareça como símbolo de empoderamento feminino.
FOGO-FÁTUO, fantasia musical queer assinada pelo português João Pedro Rodrigues, está sendo exibido com o curta brasileiro FANTASMA NEON, uma pequena obra-prima.
Meu vídeo de Shiraz, cidade perfumada, berço de grandes poetas persas e local de templos deslumbrantes.