Shiraz, terra de flores e poetas
Meu vídeo de Shiraz, cidade perfumada, berço de grandes poetas persas e local de templos deslumbrantes.
Meu vídeo de Shiraz, cidade perfumada, berço de grandes poetas persas e local de templos deslumbrantes.
MÁQUINA DO DESEJO é um belo esforço de pesquisa e montagem que traz a história do Teatro Oficina sem ceder ao didatismo.
A iniciativa de retirar A PRAGA do baú de coisas inacabadas é louvável, mas nenhuma maquiagem iria disfarçar a indigência do original de José Mojica Marins.
A plataforma gratuita SESC Digital está disponibilizando até 13 de agosto os três documentários realizados por Evaldo Mocarzel, entre 2002 e 2008, com pessoas à margem da sociedade dita organizada. Reproduzo abaixo os textos que produzi sobre cada um dos filmes em suas respectivas épocas.
Em A NOITE DO DIA 12, Dominique Moll nos deixa com uma especulação genérica sobre a violência contra mulheres, que estaria na base de um sistema de papéis de gênero, obsessões e toxicidade.
Notas curtas sobre a série O CASO ESCOLA BASE e o longa A ESPERA DE LIZ.
O nome de Walter Lima Jr. na direção, juntamente com Dario Menezes, desperta a atenção para o documentário de longa metragem RIO, DO BARROCO AO CONTEMPORÂNEO – UM MUSEU A CÉU ABERTO
O CRIME É MEU, nova comédia de François Ozon, é um divertimento ligeiro que veicula uma versão sardônica e amoral do empoderamento feminino.
CANÇÃO AO LONGE delineia um tênue retrato de mulher, um pouco assim como quem dispõe as vigas de uma construção, mas não a preenche totalmente, deixando que os vãos fiquem expostos porque neles pode existir certa beleza.
Marcelo Pedroso lança, primeiro no Nordeste, a versão remontada de POR TRÁS DA LINHA DE ESCUDOS, seu polêmico documentário sobre a tropa de choque de Recife.
DIREITO DE SONHAR é um filme forte e comovente ao reunir a infância e a arte como antídotos à realidade dura de uma cidade que há muito deixou de ser maravilhosa.
Em A SINDICALISTA e UMA VIDA SEM ELE, Isabelle Huppert reitera a persona que criou no cinema: a mulher imune a emoções fáceis, elétrica nos gestos e reações.
Notas sobre os filmes LA PARLE e THE LUNCHBOX.
Em SEUS OSSOS E SEUS OLHOS, Caetano Gotardo dá continuidade a uma busca bastante pessoal: a maneira como o movimento dos corpos diz alguma coisa a respeito de memória, emoção e imaginação.
Texto que fiz para a exposição “Conversa com o Silêncio”, do cineasta e artista plástico moçambicano Aldino Languana
Pedro Amorim administra um cruzamento de pistas dramatúrgicas com a categoria de exímio skatista. DERRAPADA tem ritmo impecável, com inserções oportunas de humor em meio aos momentos mais tensos e toques de animação maneiros.
Dois novos filmes de Cavi Borges estão estreando em festivais: BAILE SOUL e OTÁVIO III – O IMPERADOR. Escrevi sobre eles.
Um diretor estadunidense consegue escapar às piores armadilhas do favela movie em PACIFICADO, filme premiado no Brasil, em Cuba e na Espanha.
Mesquitas, palácios, bazares, pontes, uma praça e um hotel maravilhosos. Vejam meu vídeo da mais bela cidade do Irã, antiga capital do Império Persa.
Não é sempre que vemos um filme de família com tal equilíbrio entre afeto e alguma mágoa. Sem julgar nem acusar os pais, Marcos Yoshi fez em BEM-VINDOS DE NOVO um raro trabalho de ourivesaria humana.
Num estúdio de Los Angeles, em 1974, Jom Tob Azulay e o fotógrafo Fernando Duarte captaram a dinâmica trepidante entre Elis Regina e Tom Jobim enquanto gravavam o álbum magistral Elis & Tom. O filme, inédito por quase 50 anos, está no Festival In-Edit.
DE HUMANI CORPORIS FABRICA não está interessado em dramaturgia, nem tampouco em esclarecimento científico. A abordagem está entre a tecnicalidade médica e a experimentação visual de mau gosto.
Em duas horas e meia de louvor à sororidade e à tolerância, com um apetite cinematográfico fora do comum, A VOZ DO EMPODERAMENTO justifica a admiração generalizada pelo cinema popular de Mumbai.
Cao Guimarães é um poeta da fenomenologia das imagens e do tempo. Sabe que a ESPERA tem muitos sentidos.
CORPOLÍTICA se vale das campanhas de quatro candidates à vereança em 2020 para propor uma discussão ampla sobre representatividade LGBTQIA+ na política brasileira.
Talvez haja uma leveza exagerada na forma como A GAROTA RADIANTE pinta o início do Holocausto na comunidade judia da França. O foco na eufórica Irène não justifica que tudo o mais fique tão desdramatizado e tangencial.
Timothy Spall costuma ser citado como o grande (ou único) trunfo de O ÚLTIMO ÔNIBUS, mas sua atuação acaba se tornando simplesmente macambúzia, tal é a insuficiência de um roteiro estudantil.
Neste sábado, 3/5, eu e Ruy Gardnier vamos conversar com a plateia da Cinemateca do MAM-RJ após a sessão dos filmes O PACTO e Faustão, de Eduardo Coutinho, que começa às 18h30. O Pacto é um média-metragem que integrava o longa em episódios ABC DO AMOR, coprodução de Argentina, Brasil e Chile. FAUSTÃO foi uma experiência de Coutinho no filme de cangaço, inspirado também no personagem Falstaff, da tragédia “Henrique IV” de Shakespeare. Sobre esses dois filmes, transcrevo aqui alguns trechos do meu livro “Sete Faces de Eduardo Coutinho”, onde analiso também a fase ficcional da carreira do cineasta.
Em O SONHO AMERICANO E OUTROS CONTOS DE FADA , uma sobrinha de Walt Disney põe o dedo na ferida da relação entre o império de sua família e seus empregados. Já ETNOCÍDIO – NOTAS SOBRE EL MEZQUITAL, de Paul Leduc, analisa de maneira peculiar o massacre étnico sofrido pelos indígenas otomis do México.
Apesar das imagens poderosas, EO me pareceu disparatado e incapaz de fornecer a prometida perspectiva do animal sobre o mundo que o cerca.