Manaus moments

Abertura

Adrian Cowell, Vicente Rios, Stela Oswaldo Cruz e Sidney Possuelo na abertura da Mostra

No avião: Sally é uma senhora inglesa com jeito de fazendeira sentada ao meu lado. Começo a ver um doc amazônico no notebook e ela puxa conversa. Diz que há quatro meses mora numa “property” a três horas de carro e barco de Manaus. Não fala uma palavra de português e ainda não sabe a diferença entre um tambaqui e um tucunaré. Isso aqui continua um paraíso de aventureiros.

Na abertura da IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico: Toda orgulhosa, Selda Vale Costa conta que, entre os 45 vídeos participantes, 12 foram realizados por amazonenses. Até o ano passado eram 3 ou 4. Comunica ainda que Belém terá um curso universitário de cinema a partir de 2010, o primeiro da região.

Na homenagem a Adrian Cowell: Ele explica por que resolveu doar seus filmes brasileiros à Universidade Católica de Goiás: “Primeiro, porque meu parceiro, Vicente Rios, é de lá. Depois, porque devo isso ao Brasil, que sempre me deu muito. Nunca tive dificuldade para filmar aqui. Lembro que um dia chegamos com duas câmeras numa fazenda acompanhando um fiscal do IBAMA que ia multar o proprietário. É claro que ele não assinaria um papel autorizando as imagens de sua punição por um crime ambiental. Mas, para minha surpresa, ele assinou!”

Na noite de autógrafos: Difícil é entender os nomes dos compradores dos livros, mesmo escritos no papelzinho: Kherleson, Randisa, Ladilce, Solyene…

No jantar: Adrian Cowell, Vicente Rios e o sertanista Sidney Possuelo (Serras da Desordem) me contam momentos de medo extremo em suas aventuras: quedas de avião, filmagens em ultraleves desgovernados, cano de revólver na boca quebrando os dentes, fogo cruzado entre guerrilheiros na Birmânia, quatro índios correndo atrás com flechas apontadas. Taí um bom tema para uma coletânea de aventuras reais: “O dia em que senti medo”.

Na volta para o hotel: Cowell e Rios lamentam que Andrea Tonacci tenha usado cenas de seus filmes em Serras da Desordem sem autorização. Na conversa, as coisas acabam se esclarecendo: Tonacci comprou as imagens à empresa Verbo Filmes, que no entanto não possuía mais os direitos. Ah, os bastidores dos documentários…    

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s