Uma História de Pontes

Meu filme-colagem sobre o nascimento e a morte das pontes no cinema

É fácil me agradar. Basta me levar para conhecer mais uma ponte. Ou me presentear com qualquer coisa relativa a pontes. Nas minhas viagens, não deixo de explorar as pontes dos lugares que visito. Gosto de vê-las do alto, atravessá-las a pé, passar de barco sob seu arco, fotografá-las ou filmá-las de todos os ângulos.

Se tivesse que apontar minha preferida, não saberia escolher entre a majestosa do Brooklyn, a mítica Golden Gate, a buliçosa Howrah de Calcutá, a lírica Pont Neuf de Paris, a mimosa Magere de Amsterdã, a trágica de Mostar ou a “galeria” variada do rio Sumida, em Tóquio.

Pontes são a poesia convertida em engenharia. Sua extensão metafórica é quilométrica. Elas aproximam pessoas, superam obstáculos, suprimem abismos, desvendam panoramas. Voam como pensamentos. São as primeiras a explodir nas guerras e as últimas a se percorrer quando se deixa um bairro, uma cidade ou mesmo um país. Como cenário externo de encontros de amor, talvez só percam para os banquinhos dos parques.

Minha paixão por pontes e cinema já me levou a criar o blog Pontes e Filmes, onde publiquei pela primeira vez os três parágrafos acima, mas que está paradinho há vários anos. Para compensar um pouco, editei esse vídeo com cenas marcantes do cinema envolvendo pontes.

O esboço de narrativa parte da construção de uma ponte até a destruição de várias delas, seguida pela ideia de permanência. Entre os dois extremos, lá estão as pontes como locais de brincadeira, moradia, romance, desastre e morte.

Convido vocês a atravessá-las.

Deixe uma resposta