As muitas máscaras de Paulo Autran

O documentário passa na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo nos dias 29, 30 e 31/10

Produzido para o Canal Curta! e dirigido por Marco Abujamra, o documentário PAULO AUTRAN, O SENHOR DOS PALCOS é um tributo à memória do grande ator na marca dos 10 anos de sua morte. A atriz Karin Rodrigues, sua viúva, mostra a casa onde viveram, abre seu baú de fotos e fala do prazer que tinham em dividir o silêncio.

Mas o Paulo Autran que ficou para todos nós foi o da voz possante e da presença régia que enchiam o palco ou a tela. No filme, sua carreira no teatro é ilustrada principalmente por cenas shakespeareanas, comentadas agora por diretores como Ulisses Cruz e Paulo de Moraes. Do cinema, o próprio Paulo explica sua participação em Terra em Transe através de uma sucinta análise estrutural do filme de Glauber, enquanto Mauro Farias comenta a opção do ator de “viver” o morto numa sequência de O Enfermeiro. Na TV, destaca-se a cena absurda da novela Guerra dos Sexos em que ele e Fernanda Montenegro fazem um duelo pastelão à mesa do café da manhã.

Fernanda, aliás, é responsável por um dos momentos mais emocionantes do filme, quando lê uma troca de cartas dela com Paulo, quatro dias antes da morte dele. Trechos de uma autobiografia inédita são lidas por atores, entre os quais Patricia Selonk se sobressai pela forma como assimila o texto de Paulo para sua própria dicção, em vez de emular o autor. Nesses textos e em extratos de entrevistas, fica clara a paixão de Paulo pelo teatro como comunidade. A noção de grupo, que prevaleceu no Teatro Brasileiro de Comédia e na companhia Tonia-Celi-Autran, é coisa que o ator valorizou por toda a vida.

Embora não vá muito além de um currículo ilustrado, o documentário acerta ao trazer um conjunto representativo de imagens das muitas máscaras de Paulo Autran e colher insights interessantes a respeito do seu trabalho. Incluindo um divertido depoimento de Zé Celso sobre a suposta caretice do “rei do teatro”.

2 comentários sobre “As muitas máscaras de Paulo Autran

  1. Só uma pequena correção. Há um “a” a mais no nome do Adolfo Celi quando menciona a companhia Tonia-Celi-Autran. Celi não gostaria de virar Celia,rs. E os mais jovens nunca saberão quem é Celia. Abs

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