Taiguara: fortuna crítica

Minha videomontagem TAIGUARA – ONDE ANDARÁ TEU SABIÁ?, lançada no Vimeo no dia 1º de dezembro, já amealhou mais de 3 mil visualizações e um bocado de referências simpáticas, generosas e até emocionadas. Compartilho alguns trechos.

O fio da memória

Uma descoberta arqueológica ajuda uma comunidade afrodescendente a recompor sua identidade e sua história em O ÚLTIMO NAVIO NEGREIRO, documentário da Netflix pré-indicado ao Oscar.

Bowie, metamorfose ambulante

O mashup vertiginoso de MOONAGE DAYDREAM potencializa ao maximo a explosão do rock bowieano, inserindo-o no discurso pop do seu tempo: paródia, psicodelismo, fantasias espaciais, androginia, petulância e exibicionismo.

Narciso no limbo

Sem nenhuma cerimônia, BARDO – FALSA CRÔNICA DE ALGUMAS VERDADES dissolve as fronteiras entre realidade, sonho e fantasia alegórica. E não quero dizer que isso seja uma boa notícia.

Um Pinóquio “animado” demais

A técnica brilhante, um pé no grotesco e um esboço de interpretação política não impedem que o PINÓQUIO de Guillermo del Toro descambe para a histeria das animações hollywoodianas recentes.

A guerra de um homem

Em quase três densas horas, ONODA, 10.000 NOITES NA SELVA relata a história paranoica do “último soldado” japonês a se render depois da II Guerra.

Os interesses da corporação

A questão não é tanto se o personagem central terminará como herói de consciência ou um rato obediente às leis do capitalismo. O que UM OUTRO MUNDO sublinha é o funcionamento do sistema.

Anorexia mística

Dirigido pelo chileno Sebastián Lelio na Irlanda, O MILAGRE é apenas um drama pesadão, arrastado, sobre um tema que se desenvolve penosamente na tela.

A queda do império Batista

EIKE – TUDO OU NADA é bem sucedido em narrar um processo empresarial e financeiro nos moldes do thriller, com antagonismos claros e personalizados, ritmo acelerado e artifícios para facilitar a compreensão de trâmites complexos.

O banquete dos submissos

A FESTA E OS CONVIDADOS, clássico da Nouvelle Vague tcheca, é uma alegoria tão divertida quanto grave da submissão das pessoas ao autoritarismo da sociedade.

Uma mãe das quebradas

Sem jamais apelar para o sensacionalismo, nem tampouco dissimular sua agenda de indignação contra uma polícia habitualmente assassina, A Mãe põe em cena uma tragédia brasileira que atravessa gerações.