Recine: o júri popular

Envolvido que estava até o pescoço com os afazeres do júri oficial, deixei de publicar aqui os premiados pelo júri popular no Recine 2011, que terminou domingo passado. Peço desculpas pela omissão.

MELHOR LONGA PELO JÚRI POPULAR – Clementina de Jesus – Rainha Quelé, de Werinton Kermes

Não me agradou particularmente esta hagiografia da grande Clementina, que me pareceu convencional, redundante e superficial. Curiosamente, tem pouco de Clementina cantando, que é onde aparece de fato a sua força.

MELHOR CURTA PELO JÚRI POPULAR – Cinematógrafo Brasileiro em Dresden, de Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido

Com um formato bastante clássico, o curta se destaca sobretudo pelo interesse histórico do material resgatado: três pequenos filmes apresentados por Oswaldo Cruz no Pavilhão Brasileiro da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911. Dois deles mostram as medidas preventivas contra a febre amarela levadas a cabo na cidade do Rio de Janeiro (com cenas épicas de casas sendo cobertas com imensos lençóis para a fumigação). Outro exibe crianças portadoras do Mal de Chagas num nível de “inocência documental” que só se justifica no campo do filme científico. Essas pérolas de arquivo são contextualizadas por depoimentos de especialistas. O filme vai passar na Mostra Internacional do Filme Etnográfico, esta semana no Rio.

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