A crítica-ficção combina análise, opinião e invenção.
O crítico-ficcionista se arroga a liberdade de criar procedimentos ficcionais que lhe permitam transmitir sua apreciação crítica sobre a obra.
Na crítica-ficção, o autor pode inserir-se imaginariamente na trama da obra ou adotar a perspectiva fictícia do/a autor/a da obra, assim como de um/a integrante da equipe ou mesmo de um item da cenografia ou de uma locação utilizada na produção.
A adoção de uma estratégia ficcional não desobriga o crítico-ficcionista de emitir suas considerações críticas sobre a obra, ainda que veiculadas por emissores interpostos ficcionalmente.
A crítica-ficção deve preservar a boa ética no que diz respeito às informações objetivas sobre o trabalho analisado e os compromissos inerentes a todo trabalho crítico.
Independentemente de quem emite os enunciados, o crítico-ficcionista deve assumir ele próprio a responsabilidade pelo texto, seja por uma segunda assinatura, seja pela titularidade do veículo utilizado.
A crítica-ficção liberta o crítico para criar além dos seus limites tradicionais.
>> Meus primeiros exercícios de crítica-ficção dizem respeito aos filmes O Convite, Futuro Futuro, Lula e Margeado.




Pensando no assunto.
Eu, que adoro acompanhar seu trabalho, tenho gostado muito das críticas-ficções. Está de parabéns pela excelência do trabalho!
É um prazer ter o seu olhar, Katinha.