O país de Vladimir
O Brasil empobrece um bocado sem o olhar de Vladimir Carvalho. O “cabra” nos deixa, mas seus filmes e sua memória já têm sobrevivência garantida entre nós.
O Brasil empobrece um bocado sem o olhar de Vladimir Carvalho. O “cabra” nos deixa, mas seus filmes e sua memória já têm sobrevivência garantida entre nós.
Na Mostra de SP, o resgate de AUTO DE VITÓRIA, curta híbrido que Geraldo Sarno considerava mais importante do que “Viramundo”.
Em GOLPE DE SORTE EM PARIS, Woody Allen abusa um pouco do conceito de golpe de sorte com um misto de thriller de adultério e suspense policial. Divertimento sem muita pretensão, mas agradável.
O ÚLTIMO PUB pode vir a ser o derradeiro filme de Ken Loach. Será o possível testamento de um cineasta que, como o pub de TJ Ballantyne, teima em plantar-se como um bastião contra os discursos de intolerância.
Um Jude Law gigantesco e uma Alicia Vikander opaca ilustram o balanço entre eficiência e convencionalismo de FIREBRAND, primeira ficção de Karim Aïnouz em língua estrangeira.
TESTAMENTO põe em cena a impaciência de Denys Arcand com um mundo em crise de gentileza e obsessão pela representatividade.
Cineasta multigêneros, Polanski exercita a comédia rasgada em THE PALACE da forma mais rasteira que se poderia esperar de um autor como ele. O filme não tem previsão de estreia no Brasil.
Sem a preocupação de explicar Kiefer, o documentário de Wim Wenders se concentra em expor virtualmente a diversidade, a rusticidade e a dimensão colossal da obra. O filme ainda não tem data de estreia no Brasil.
Em CONTO DE FADAS, as “estrelas” são Hitler, Stálin, Mussolini e Churchill, todos revividos (melhor seria dizer remortos) pela tecnologia deepfake.
Luís Ospina foi um visionário que sacudiu o bom-mocismo do documentário latino-americano de sua época. OSPINA CALI COLÔMBIA deixa um bom registro do seu legado.
Woody Allen abusa um pouco do conceito de golpe de sorte nesse misto de thriller de adultério e suspense policial. Divertimento sem muita pretensão, mas agradável.
Em texto exclusivo para o blog, Gianluca Cosentino conta como foi a sessão de “Lula” em Cannes e analisa criticamente o documentário de Oliver Stone.
Em MI PAÍS IMAGINARIO, Patricio Guzmán documenta os protestos de 2019 no Chile e destaca o protagonismo feminino num modelo de mobilização política inteiramente novo.
ERVAS SECAS não pede compreensão nem perdão para as maldades e covardias de seus personagens. O que importa a Ceylan, um dos grandes da atualidade, é dissecar aquelas almas, umas fracas, outras fortes, mas todas profundamente humanas.
Carlos Alberto Mattos e Sérgio Moriconi divergem sobre a consistência e a profundidade do novo longa de Wim Wenders, que concorre ao Oscar de filme internacional.
Para além da simples história de mais um mochileiro que vai à meca do orientalismo, ECOS DO SILÊNCIO quer conjugar o amor fraternal com a jornada misteriosa de um indivíduo à cata de si mesmo.
Ensaio publicado originalmente no suplemento Folhetim da Folha de S. Paulo, em 22.7.1984, agora revisto e atualizado, e que serviu de base para minha palestra na mostra “Herzog Além das Margens”
Notas sobre os documentários ENCONTRANDO GORBACHEV e NÔMADE: NOS PASSOS DE BRUCE CHATWIN, que passam amanhã (16/12) na mostra Herzog Além das Margens.
A mostra HERZOG ALÉM DAS MARGENS traz 30 filmes de um dos cineastas mais extraordinários do nosso tempo.
O maior achado arqueológico do cinema brasileiro dos últimos tempos chega ao Rio: AMAZONAS, O MAIOR RIO DO MUNDO. Saiba tudo sobre o assunto.
Considerando a extensão da obra de Nelson e a necessidade de um recorte, só podemos nos deleitar com essa síntese feita com carinho e admiração em NELSON PEREIRA DOS SANTOS – VIDA DE CINEMA.
A partir de ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES, Sérgio Moriconi analisa o lugar de Martin Scorsese no cinema estadunidense, de independente a quintessência da produção hollywoodiana.
Os dois primeiros filmes de Paulo César Saraceni tematizam programação comemorativa na Cinemateca do MAM-RJ com doc inédito. A Netflix estreia documentário sobre Sylvester Stallone.
Candidato certo a uma indicação para o Oscar de documentário, O TÚNEL DE POMBOS cria uma espécie de jogo de espelhos que traduz bem a imponderabilidade do personagem John Le Carré.
O documentário VERSUS faz um retrato suave de Ken Loach, o cineasta mais engajado da Grã-Bretanha. De graça na plataforma Sesc Digital.
Em CONTO DE FADAS, as “estrelas” são Hitler, Stálin, Mussolini e Churchill, todos revividos (melhor seria dizer remortos) pela tecnologia deepfake como fantasmas da história.
Considerando a extensão da obra de Nelson e a necessidade de um recorte, só podemos nos deleitar com essa síntese feita com carinho e admiração.
A Academia Brasileira de Cinema festeja Vladimir Carvalho com uma homenagem e um livro.
A rigor, RETRATOS FANTASMAS não trata de assuntos novos. Ainda assim, o filme-ensaio de Kleber Mendonça Filho nos chega com um frescor extraordinário porque dribla o óbvio e se sustenta na inteligência do realizador.
MÁQUINA DO DESEJO é um belo esforço de pesquisa e montagem que traz a história do Teatro Oficina sem ceder ao didatismo.