Amigos beckettianos

A premiada peça ALDEOTAS, de Gero Camilo, ganhou versão cinematográfica muito esperta e cuidadosa. Está na plataforma gratuita Sesc Digital até 7/1.

Os fantasmas dentro de nós

Sergio Moriconi escreve sobre ALMA VIVA, “um dos mais belos filmes portugueses dos últimos anos”, e desvenda a triste sorte dos imigrantes lusitanos na França.

Um “Hitler” iraniano

Enfim, um grande filme. Indicado ao Oscar pelo Irã, TERCEIRA GUERRA MUNDIAL é uma parábola magnífica sobre a transformação de um Zé Ninguém em carrasco, tendo o cinema como vilão. Gratuito na plataforma Sesc Digital.

Sangue para o ditador

Pinochet é um vampiro às voltas com a ganância da família e a “ingratidão” do Chile em O CONDE. A fábula gótica de Pablo Larraín é inquietante, embora também um pouco óbvia e caricata. Na Netflix.

Trânsitos afetivos nos vácuos do tempo

DEPOIS DE SER CINZA é um curioso drama relacional passado entre o Brasil e a Croácia. Tem muitas qualidades a contrapor a um certo esvaziamento dramático. No mesmo artigo, uma nota sobre 7 CAIXAS, uma joia do cinema paraguaio.

Vera à vera

AS QUATRO IRMÃS é capaz de encantar com a dinâmica da família de Vera Holtz, a verve de um diretor criativo e a imersão na personalidade de uma grande atriz.

A Trilogia da Imagem de Evaldo Mocarzel

A plataforma gratuita SESC Digital está disponibilizando até 13 de agosto os três documentários realizados por Evaldo Mocarzel, entre 2002 e 2008, com pessoas à margem da sociedade dita organizada. Reproduzo abaixo os textos que produzi sobre cada um dos filmes em suas respectivas épocas.

Voyeurismo cirúrgico

DE HUMANI CORPORIS FABRICA não está interessado em dramaturgia, nem tampouco em esclarecimento científico. A abordagem está entre a tecnicalidade médica e a experimentação visual de mau gosto.

Uma heroína nos bordéis de Mumbai

Em duas horas e meia de louvor à sororidade e à tolerância, com um apetite cinematográfico fora do comum, A VOZ DO EMPODERAMENTO justifica a admiração generalizada pelo cinema popular de Mumbai.

Uma ovelha rumo ao matadouro

Talvez haja uma leveza exagerada na forma como A GAROTA RADIANTE pinta o início do Holocausto na comunidade judia da França. O foco na eufórica Irène não justifica que tudo o mais fique tão desdramatizado e tangencial.