Os que ficaram para trás

OS REJEITADOS é um filme que explora os poderes do convencional, mas o faz com uma grande ternura por quase todos os personagens e um elenco que garante empatia.

Quando os afegãos ficaram sozinhos

AFEGANISTÃO: A RETIRADA acompanha os últimos meses da convivência de estadunidenses e soldados afegãos, bem como a desolação de um general e seus homens ao se verem abandonados pelos ocidentais. Filme pré-indicado ao Oscar de documentário de 2023.

Um Moretti para apreciar com moderação

O MELHOR ESTÁ POR VIR tenta passar uma ideia de nostalgia a respeito de um cinema autoral à moda antiga, mas que precisa ser viabilizado por esquemas atuais. O filme tem a gentileza característica de Moretti, mas não a sua melhor verve criativa.

O bibelô de Elvis

Em PRISCILLA, Sofia Coppola renuncia a qualquer reinvenção, como fez em “Maria Antonieta”, para se ater a um modelo convencional de biografia de casal.

Cinema, música, iluminação

Para além da simples história de mais um mochileiro que vai à meca do orientalismo, ECOS DO SILÊNCIO quer conjugar o amor fraternal com a jornada misteriosa de um indivíduo à cata de si mesmo.

Amigos beckettianos

A premiada peça ALDEOTAS, de Gero Camilo, ganhou versão cinematográfica muito esperta e cuidadosa. Está na plataforma gratuita Sesc Digital até 7/1.

Quase um conto de fadas

A MENINA SILENCIOSA é pequeno na estatura, oferece mais expectativas do que substância dramática, mas tem uma condução tão suave e enredante que pode nos cativar plenamente.

A barreira de vidro

PROPRIEDADE é mais um potente filme pernambucano a dramatizar as heranças escravagistas e colonialistas brasileiras, levando a luta de classes a uma literalidade hiperbólica.

Herzog no teatro dos sentimentos

Pode não ser um novo “F for Fake”, mas UMA HISTÓRIA DE FAMÍLIA tem um bocado a dizer sobre a confusão cada vez maior entre o falso e o verdadeiro, entre o real e seus simulacros.

Herzog: anão ou titã?

Ensaio publicado originalmente no suplemento Folhetim da Folha de S. Paulo, em 22.7.1984, agora revisto e atualizado, e que serviu de base para minha palestra na mostra “Herzog Além das Margens”

Bonjour, Tristesse

Em texto especial para o meu blog, Sérgio Moriconi aborda FOLHAS DE OUTONO em relação com a obra de Kaurismäki e com a situação econômica da Finlândia. No contraponto, um pequeno comentário meu.