Tias duronas

A premiada diretora inglesa Kim Longinotto é quem assina o documentário que o Canal Brasil vai exibir esta noite (0h15 de terça para quarta) na Mostra África Hoje.

Rough Aunties é um típico filme dessa cineasta interessada na situação das mulheres em diversas partes do mundo. Neste caso, estamos na periferia de Durban, uma das maiores cidades da África do Sul. Ali uma ONG de mulheres se dedica a acolher e proteger crianças vítimas de todo tipo de abuso.

Há meninas violentadas por familiares, crianças abandonadas pelos pais ou vítimas de maus tratos em suas casas. Essas “tias duronas” – como se pode taduzir o
título do filme – não apenas cuidam das vítimas, como saem em campo com ajuda da polícia para trazer os agressores às barras da justiça.

Elas atuam em meio a muita raiva, lágrimas de compaixão, mas também muitos risos para confortar suas crianças e a si próprias. Afinal, elas formam uma comunidade muito unida, e suas histórias pessoais também fazem parte do filme. Enquanto estavam na mira da câmera de Kim, as famílias de duas delas foram abaladas por grandes tragédias. Naquelas horas, a solidariedade e a força dessas mulheres eram colocadas à prova mais duramente ainda do que no seu já difícil cotidiano. Mas elas são duronas o suficiente para não se deixarem vencer. As crianças de Durban precisam do seu abraço e da sua tenacidade.  

Outro aspecto interessante do filme são as trocas culturais entre brancas e negras da etnia zulu, um dos traços mais característicos da moderna África do Sul.

2 comentários sobre “Tias duronas

  1. Carlos,
    Desculpe-me empregar este espaço de “Tias Duronas” para fazer uma sugestão: “Revista Filme Cultura: A Montagem Cinematográfica no Cinema Brasileiro.” Nunca fiz curso de Cinema, A minha formação cinematográfica vem prioritariamente do próprio cinema, dos filmes vistos, incluindo o que vivi, vivo e ainda das leituras que fiz,Algo que sempre que me intrigou é como se pode ter filmes autorais cuja montagem não é creditada também ao autor. Dois exemplos só: é inacreditável como um artista tendendo muito mais a ser apolíneo como Eduardo Escorel ( sem nenhum demérito) tenha montado “Terra em Transe” sem Glauber, praticamente um cineasta dionisíaco ao extremo, barroco. E no entanto temos uma obra-prima de Glauber Rocha mesmo.
    Recentemente temos “O Que Nos Move” de Caetano Gotardo, um grande filme. Há nele uma sequência discutível: a duração exagerada de um cisne nadando numa lagoa do Ibirapuera. A montagem é de Juliana Rojas somente. Caetano simplesmente concordou?
    Abaixo apresento um link onde Pasolini acompanha com a maior atenção a montagem de um filme seu. Com todo filme mais autoral acontece o mesmo, ainda que o diretor não seja creditado como montador também?

    Nelson ,
    Abs.

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