O refúgio das “bruxas”

A Mostra África Hoje apresenta esta noite (0h15 de terça para quarta) no Canal Brasil o documentário As Bruxas de Gambaga, que vem de Gana. Naquele país colonizado por diversas nações europeias, com destaque para a Inglaterra, algumas crenças bárbaras ainda prevalecem. Uma delas é a crença na bruxaria, que atinge sobretudo as mulheres.

Em Gana, nascer mulher é nascer com a suspeita de ser bruxa. Seja rica ou pobre, jovem ou idosa, uma mulher pode sofrer essa acusação e ser responsabilizada pela morte de um parente, pela queda de uma casa ou até pelo começo de uma epidemia. Para não ser executada, ela tem que procurar os refúgios de bruxas. Em Gambaga está um dos maiores acampamentos do gênero.

Quem nos introduz nesse estranho mundo é a diretora Yaba Badoe, escritora e cineasta que pesquisa o tema, ela também nascida em Gana mas educada na Inglaterra. Seu filme acompanha os processos de chegada de novas refugiadas e o arriscado retorno de outras a suas aldeias de origem, dez ou vinte anos depois de terem sido expulsas de lá. Investiga também o sistema de proteção e exploração simultâneas que prevalece no acampamento.

O documentário revela detalhes de um costume desumano, que está cada vez mais merecendo a atenção de ativistas sociais. Especialmente num país como Gana, que se orgulha de sua democracia e do respeito aos direitos humanos, a condenação brutal de tantas mulheres é mesmo digna de toda indignação.

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