A terra onde todos se chamam Aïnouz
O MARINHEIRO DAS MONTANHAS é uma história de abandono que Karim Aïnouz rememora sem rancor enquanto faz indagações e suposições sobre o que seria sua vida em circunstâncias diferentes.
O MARINHEIRO DAS MONTANHAS é uma história de abandono que Karim Aïnouz rememora sem rancor enquanto faz indagações e suposições sobre o que seria sua vida em circunstâncias diferentes.
Minha videomontagem TAIGUARA – ONDE ANDARÁ TEU SABIÁ?, lançada no Vimeo no dia 1º de dezembro, já amealhou mais de 3 mil visualizações e um bocado de referências simpáticas, generosas e até emocionadas. Compartilho alguns trechos.
Pequena retrospectiva pessoal e meus filmes favoritos de 2022.
Em lugar de nos saturar com as imagens acachapantes das obras do artista, KOBRA AUTO RETRATO nos mergulha num turbilhão de sensações visuais e sonoras. O documentário como obra de arte.
O que perde em plausibilidade, LAST FILM SHOW compensa em graça, ternura e vivacidade. É o “Cinema Paradiso” indiano, representante da Índia no Oscar 2023.
Uma descoberta arqueológica ajuda uma comunidade afrodescendente a recompor sua identidade e sua história em O ÚLTIMO NAVIO NEGREIRO, documentário da Netflix pré-indicado ao Oscar.
Filme cativante feito com muito pouco, OS BANSHEES DE INISHERIN combina comédia e drama, buddy movie envenenado e conto filosófico, o patético e o assustador.
SEGUINDO TODOS OS PROTOCOLOS é uma comédia sobre a pandemia. Comédia até certo ponto, pois no fundo do que se trata é solidão, medo e a necessidade de balancear afeto e segurança.
O mashup vertiginoso de MOONAGE DAYDREAM potencializa ao maximo a explosão do rock bowieano, inserindo-o no discurso pop do seu tempo: paródia, psicodelismo, fantasias espaciais, androginia, petulância e exibicionismo.
Sem nenhuma cerimônia, BARDO – FALSA CRÔNICA DE ALGUMAS VERDADES dissolve as fronteiras entre realidade, sonho e fantasia alegórica. E não quero dizer que isso seja uma boa notícia.
O documentário LOUIS ARMSTRONG’S BLACK & BLUES raspa um pouco a imagem do artista sorridente para enxergar dimensões menos badaladas de sua personalidade.
O PERDÃO retrata a saga de uma mulher iraniana em busca de reparação moral e de um novo romance numa sociedade em que o feminino está sempre sob suspeita.
A técnica brilhante, um pé no grotesco e um esboço de interpretação política não impedem que o PINÓQUIO de Guillermo del Toro descambe para a histeria das animações hollywoodianas recentes.
Em quase três densas horas, ONODA, 10.000 NOITES NA SELVA relata a história paranoica do “último soldado” japonês a se render depois da II Guerra.
Minhas impressões sobre JEANNE DIELMAN e os detalhes da minha lista para a Sight and Sound.
A COLEÇÃO ANTIRRACISTA faz um apanhado de ideias contra o racismo estrutural brasileiro e a herança colonial que perpetua as desigualdades raciais no país.
O humor de 18 países na Cinemateca do MAM-Rio
A questão não é tanto se o personagem central terminará como herói de consciência ou um rato obediente às leis do capitalismo. O que UM OUTRO MUNDO sublinha é o funcionamento do sistema.
Sozinho, silenciosa e domesticamente, reuni tudo o que pude encontrar na internet e em acervos virtuais da imprensa e editei um vídeo de longa-metragem sobre a trajetória fascinante desse artista na música e na política.
Dirigido pelo chileno Sebastián Lelio na Irlanda, O MILAGRE é apenas um drama pesadão, arrastado, sobre um tema que se desenvolve penosamente na tela.
EIKE – TUDO OU NADA é bem sucedido em narrar um processo empresarial e financeiro nos moldes do thriller, com antagonismos claros e personalizados, ritmo acelerado e artifícios para facilitar a compreensão de trâmites complexos.
VULCÕES: A TRAGÉDIA DE KATIA E MAURICE KRAFFT conta a história de amor de um casal entre si e pelas fúrias do coração da terra.
A FESTA E OS CONVIDADOS, clássico da Nouvelle Vague tcheca, é uma alegoria tão divertida quanto grave da submissão das pessoas ao autoritarismo da sociedade.
Confira o que está rolando na Mostra Filmes Negros Importam e minhas impressões sobre o premiado EXU E O UNIVERSO.
Sem jamais apelar para o sensacionalismo, nem tampouco dissimular sua agenda de indignação contra uma polícia habitualmente assassina, A Mãe põe em cena uma tragédia brasileira que atravessa gerações.
Sem colocar seu personagem em mais um julgamento, FREE CHOL SOO LEE ilustra um exemplo trágico de fragilidade da condição humana.
Na medida em que o espectador se entregue ao delírio cênico e não se abale com a violência explícita (mas irrealista) de RRR, estará diante de um filme perfeito em seus propósitos.
Refilmagem do clássico pacifista de 1930, NADA DE NOVO NO FRONT se apresenta hoje como um filme de guerra padrão, apenas “atualizado” na tolerância das plateias para ver imagens de carnificina.
A comédia-processo ÁLBUM EM FAMÍLIA, rodada em distanciamento social, mira Nelson Rodrigues como um instigador em vez de um original a ser adaptado.
Um belo lote de 33 filmes, sendo 17 novos e 16 clássicos, é oferecido ao público brasileiro, nas formas presencial e online, no Festival de Cinema Italiano que começa hoje (4/11). Comento sobre O GAROTO ESCONDIDO e NOSTALGIA.