Um jagunço na contramão
Com SERTÂNIA, que estreou em Tiradentes, Geraldo Sarno mostra que está forte, jovial e fiel a seu universo de invenção.
Com SERTÂNIA, que estreou em Tiradentes, Geraldo Sarno mostra que está forte, jovial e fiel a seu universo de invenção.
JUDY é uma história padrão de poor little star, suntuosamente melodramática, valorizada pela performance magistral de Renée Zellweger.
A maior virtude do documentário ADONIRAN – MEU NOME É JOÃO RUBINATO é trazer o compositor a um luz mais ampla e despertar curiosidade sobre ele
No fundo, trata-se de uma história de conversão. UM LINDO DIA NA VIZINHANÇA é uma hagiografia assumida, na qual Fred Rogers é retratado como um ser imune a defeitos, transpirando odor de santidade.
A DIVISÃO é uma bomba de testosterona, suor e sangue. Não há espaço para sutilezas nem aprofundamento de personagens.
“1917” sobe ao panteão dos grandes filmes de guerra não tanto pelo seu enredo, relativamente simples, mas pela façanha de sua realização e como ela transmite a tensão e o horror de estar em meio ao conflito.
O GRANDE BIZARRO e O RETRATO DA ESCURIDÃO: duas trips audiovisuais em somente duas sessões.
A meu ver, o abominável INSTINTO é uma sólida contribuição a favor da cultura do estupro.
O primeiro grande filme do ano vem de um subúrbio de Paris: OS MISERÁVEIS.
ADORÁVEIS MULHERES está circunscrito aos clichês de um gênero, o que não impede de reconhecer que Greta Gerwig cresceu bastante como diretora desde o fraquíssimo “Lady Bird”.
Meus comentários sobre 13 dos 15 semifinalistas ao Oscar de documentário longa-metragem.
RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS um estudo sobre a mútua atração entre quem pinta e quem posa. E também um fino olhar feminino sobre a arte e o amor, no qual os homens são meros figurantes ocasionais.
Mesmo para quem acha que já viu e sabe tudo sobre a tragédia política brasileira corrente, o documentário EL ODIO reserva um bocado de interesse. O filme está na íntegra no Youtube.
Retrato energético e cativante de um menestrel moderno que chegou intacto às portas da velhice.
O FAROL: Quando o fascínio da estética e o estranhamento da fabulação finalmente se esgotam, ficamos somente com um misto de terror juvenil e literatice de época.
Os filmes de ficção e os documentários que mais me impactaram durante o ano.
PRIVACIDADE HACKEADA ampliou o alerta sobre o uso das redes sociais em prejuízo da democracia.
Em O HOTEL ÀS MARGENS DO RIO, Hong Sang-soo nos reserva um toque surpreendentemente grave para o seu cinema quase sempre prosaico.
INDÚSTRIA AMERICANA faz uma radiografia excepcional do choque de modos de vida entre americanos e chineses.
Na relação neurótica entre pai e filha, SEM RASTROS reflete o vácuo inevitável entre duas gerações separadas por um trauma.
No limite do dramaticamente suportável, FOR SAMA se junta a outros documentários que entram para a história do cinema com a marca trágica de Aleppo.
ATLANTIQUE, disponível na Netflix, é uma bela combinação de realismo social, história de amor, investigação policial e conto fantástico.
Notas curtas sobre A ROSA AZUL DE NOVALIS, VIRANDO A MESA DO PODER, E ENTÃO NÓS DANÇAMOS e CATS
O PARAÍSO DEVE SER AQUI é engraçado e muito autoconsciente, mas não transmite uma ideia coesa do que seja, afinal, ser palestino no meio do mundo.
UMA MULHER ALTA: Um sabor tchekhoviano não é estranho à dança de desejos e frustrações dessas duas quase irmãs.
Premiado no Festival do Rio, o doc RESSACA expõe uma face da degeneração da cultura em nosso ambiente político.
Uma lembrança de Laffitte (1963-2019) a partir de seus filmes-faróis.
Um pouco da carreira e das memórias de Nelson Hoineff (1948-2019).
A ÚLTIMA GRAVAÇÃO é um testemunho comovente da tenacidade de Sérgio Britto e da fértil relação entre uma jovem desbravadora do teatro e um titã sempre aberto a experiências radicais.
HUMBERTO MAURO é um espetáculo intenso, que coloca a obra do mestre numa vibe vertoviana muito palatável hoje em dia e chama atenção para a modernidade e a eternidade de sua cachoeira.