Os faróis de Victor Lopes

O conceito dos contos originais de Raymond Carver já seria por si só uma boa definição do documentário, ou de uma de suas muitas formas: levantar os telhados das casas, entrar e atravessar a vida de algumas pessoas. Nas mãos de Robert Altman, mestre em narrativas com muitos personagens, tornou-se uma obra-prima que instiga a…

Os faróis do “Bigode”

“A utilização de não-atores, a deslumbrante luz de sua fotografia (somente comparável à de Gabriel Figueroa nos filmes de Buñuel, com certeza seu discípulo), a mise-en-scène despojada e que poderia vislumbrar-se no que mais tarde se convencionou chamar de naturalismo, a narrativa quase naïf, talvez numa homenagem inconsciente às pinturas de Paul Gauguin em seu…

Os faróis de Anna Muylaert

“Acho que minhas maiores influências, desde a época dos meus curtas até os longas, são cineastas independentes americanos como Wes Anderson e os irmãos Coen, e também Woody Allen. Talvez porque sejam cineastas que trabalham com a ironia, assim como eu. Mas Gus van Sant, por exemplo, é um mestre do estilo. É impossível não…

Os faróis de Silvio Tendler

“Inside Job mostra que o cinema está indo cada vez mais para o campo da ação política. E que esse modelo de documentário dominante no Brasil, de reproduzir o que Jonas Mekas fez nos anos 1960, está superado”. A afirmação é de Silvio Tendler, ao comentar o mais recente dos seus filmes-faróis. Conheça-os todos no site…

Os faróis de Joel Pizzini

“… a espontaneidade provocada, a decupagem do cotidiano criativo do poeta. Pasárgada é um lugar que despista o desdobramento naturalista que a locução, neste tom, naturalmente sugere. Um docomentário que vai para lugar-nenhum, ou melhor, para o reino da poesia” Isto é Joel Pizzini falando de O Poeta do Castelo, de Joaquim Pedro de Andrade, um dos…

Os faróis de Laís Bodanzky

“Guerra nas Estrelas, uma experiência sensorial cinematográfica que me pegou ainda menina, sonhando em ser princesa”. Laís Bodanzky tem seus filmes-faróis publicados no blog Faróis do Cinema. Dê uma conferida e saiba um pouco mais sobre a carreira da diretora de As Melhores Coisas do Mundo.    

Os faróis de José Joffily

“Um filme narrado por um morto sempre será interessante. E o oportunismo é um ótimo tema para se falar. Não pertence à categoria dos grandes temas, como inveja, ciúme ou ambição, mas todos nós temos um pouco de Joe Gillis e Norma Desmond. É o melhor filme que já vi sobre este singelo sentimento”. Isto…

Os Faróis de Carlos Adriano

“Jean-Marie (Straub) e Danièle (Huillet) se conheceram em Paris em novembro de 1954 e militaram por um cinema radical e sem concessões por quase quarenta anos, numa rara combinação de modernidade estética e político engajamento. Cada filme era um manifesto civilizador para o nosso tempo. Método de ética, rigor e essência.” Carlos Adriano fala do casal Straub-Huillet…

Faróis de Belmonte

“Personagens brigando contra sua própria natureza. O olhar para miudezas que revela o todo, a montagem que acelera e retarda desconstruindo o tempo e revelando os personagens. Preparação, tensão, resolução”. Isto é José Eduardo Belmonte falando de Touro Indomável, de Martin Scorsese. Saiba mais sobre os Faróis de Belmonte no site Faróis do Cinema.

Os Faróis de Geraldo Sarno

“Acossado, de Jean-Luc Godard, é o filme-ruptura que dá início à aventura mais extraordinária e trágica de um cineasta em busca de uma renovação da linguagem do cinema”. A observação é de Geraldo Sarno, que abre hoje a nova série do blog Faróis do Cinema. Clique aqui para visitá-lo. Depois de sua temporada inicial no antigo…

Os Faróis de Mário Carneiro

“Falconetti ficava o tempo todo sentada, mas naquele filme parece que o Cinema se levantou e ficou de pé”.  Mário Carneiro sobre A Paixão de Joana D’Arc, de Carl T. Dreyer. Conheça os Faróis de Mário Carneiro, homenageado hoje (segunda) na abertura da Mostra Faróis do Cinema – Documentário Brasileiro. Tudo no blog da mostra.

Os Faróis de Jorge Bodanzky

“À primeira vista me pareceu escandalosamente simples. Mais tarde, com o filme trabalhando na minha cabeça, me dei conta de como é profundo e completo. Foi uma chacoalhada na minha alma. Deu vontade de filmar o quanto antes”. Jorge Bodanzky sobre Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo. Leia mais sobre os Faróis de Jorge…

Os Faróis de Octávio Bezerra

“Como jovem pintor, eu estava em Roma na época. Era amigo da figurinista Mimina Roveda, que por sua vez era amiga de Fellini. Ela me levou à filmagem. Lembro-me de Giuseppe Rotunno chegando ao bar e dizendo a Fellini: ‘Maestro, la luce è pronta’. E os dois trocavam de lugar”. Octávio Bezerra sobre Histórias Extraordinárias.…

Os Faróis de Sandra Werneck

“Pouco a Pouco (de Jean Rouch) é uma autocrítica à etnologia realizada por um autor que possui grande intimidade com o assunto. É um filme provocativo e lúdico, um jogo que altera nossas perspectivas, invertendo pontos de vista usuais”. Leia os comentários de Sandra Werneck sobre seus filmes-faróis no blog da Mostra Faróis.  

Os Faróis de Maurice Capovilla

“Coisa que não se faz com amigos é pedir para escolher cinco filmes em tantos aos quais a gente se ligou através dos tempos… É impossível, mas aí vão eles, porque estão profundamente ligados à minha vida. Foram peças fundamentais da minha formação de cineasta e cidadão”. Confira os Faróis de Maurice Capovilla no blog…

Os Faróis de Sylvio Back

“Como nunca vi nem vejo diferença entre documentário e ficção (onde começa um e termina o outro? e vice-versa), nem entre arte e entretenimento (quando um é outro? e vice-versa), o importante é a linguagem e a pegada moral do filme. Não seu gênero, formato ou fruição”. Conheça os Faróis de Sylvio Back no blog…

Os Faróis de Bebeto Abrantes

“O esmaecimento e a abstração das belas imagens mostram como a escassez e a ausência (de material de arquivo e do próprio personagem do doc) podem ser um poderoso aliado do documentarista”. Bebeto Abrantes sobre Ana Cristina César, de João Moreira Salles. Conheça os Faróis de Bebeto Abrantes no blog da Mostra Faróis. 

Os Faróis de Eryk Rocha

“Por acreditar num cinema épico e epidérmico. De fluxo poético, sanguíneo, cósmico, inventando novas relações espaciais-temporais entre imagem e música através da montagem”. Eryk Rocha sobre As Quatro Estações, de Artavazd Pelechian. Conheça os Faróis de Eryk Rocha no blog da Mostra Faróis.   

Os Faróis de Eduardo Coutinho

“Diretor de um só filme, provavelmente (que preste). Se julga dono do assunto, Holocausto, impõe regras. Deve ser um chato. Mas o filme é extraordinário”. Eduardo Coutinho sobre Shoah, de Claude Lanzmann. Leia o que Coutinho tem a dizer sobre seus filmes-faróis no blog Faróis do Cinema.

Os Faróis de Silvio Da-Rin

“Identificar cinco filmes-faróis não é tarefa fácil. Começo o retrospecto pelo filme que me despertou o sentimento de que o Brasil podia e devia ser levado à tela. Eu tinha 13 anos quando, no cinema Copacabana, assisti Gimba – Presidente dos Valentes, de 1963″. Leia os Faróis de Silvio Da-Rin no blog Faróis do Cinema.