35 Doses de Rum

(35 Rhums)

Fic sonífera. Se você participa do culto a Claire Denis, pare de ler aqui. Poderá se ofender. O naturalismo suburbano desse filme me encheu as medidas. Supostamente, há uma rede de sensualidade e mistério unindo um pai, sua filha e os respectivos namorados. Há um curso de Antropologia sendo fechado, um metroviário aposentado em depressão, um segredo de família prestes a ser revelado. Mas Claire mantém tudo isso num banho-maria obscuro, alimentado por silêncios pretensiosos e personagens poseurs. “Tudo aqui é chato e feio”, reconhece alguém numa cena, como se se referisse ao filme em si. Mas não basta ter consciência do aborrecimento para deixar de ser aborrecido. Quem se arriscar, confira se não sobrou panela e faltou shampoo nessa viagem sem graça nem rumo. E, por favor, não cometam a insensatez de fazer paralelos com o sublime Ozu. 

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