Antigua, entre ruínas e vulcões

Compartilho aqui meu álbum de fotos de Antigua, a joia colonial da Guatemala, feitas nos dias 29 de novembro a 1º de dezembro de 2019.

Antigua já foi a capital guatemalteca entre 1543 e 1776, quando então se chamava Santiago de los Caballeros. A mudança da capital para a atual Cidade da Guatemala se deu depois que uma sucessão de terremotos no século XVIII destruiu grande parte da cidade, que então passou a ser chamada de Antigua Guatemala, ou simplesmente Antigua.

Esse histórico de destruições, somado às erupções do Vulcão de Fuego, fez com que uma das maiores atrações de Antigua hoje sejam as suas belas ruínas. Igrejas e conventos total ou parcialmente reduzidos a destroços são visitados como parte do Patrimônio Universal declarado pela Unesco. Algumas dessas ruínas são usadas como cenários de eventos e festas, ou foram incorporadas a hotéis de luxo ou centros culturais. Outras permanecem mais ou menos como foram deixadas pela fúria da terra.

A vista dos vulcões domina a cidade de onde quer que se esteja. O imenso Vulcão de Agua, já extinto, pontifica sobre ruas e casas. Do outro lado, erguem-se as silhuetas do Acatenango e do Vulcão de Fuego. Este último, ainda ativo, continua a expelir blocos de fumaça em pequenas erupções quase diárias (veja a última foto do álbum).

Para os fotógrafos, um grande apelo é o terminal de “camionetas”, os ônibus hipercoloridos que fazem o transporte de passageiros e pequenas cargas no bagageiro sobre o teto. Os atos de carregar e descarregar os bagageiros geram um frenesi nas paradas de ônibus. Esses veículos são normalmente adquiridos de segunda mão aos EUA e levados para a Guatemala cortados ao meio dentro de contêineres. Lá são emendados, restaurados e pintados abundantemente, recebendo nomes de mulheres e locais da região. 

Note-se que a compra de produtos de segunda mão ao exterior é uma prática frequente para a gente pobre da Guatemala, estendendo-se a equipamentos e até roupas.

Antigua se distingue, ainda, por um parque artístico localizado no alto do Cerro de Santo Domingo, que eu chamaria de “Inhotim” da Guatemala. Obras de arte se espalham ao ar livre – a maioria do escultor Efraín Recinos, tido como “o Picasso guatemalteco” – junto a três pequenos museus, um deles dedicado ao célebre escritor Miguel Ángel Asturias.

Mas o maior atributo da cidade talvez seja mesmo a beleza calma de suas compridas ruas de pedras, seu ar relaxado, um povo sorridente e gentil, além dos bares e restaurantes onde, além da culinária típica, se toma um dos melhores cafés e um dos melhores chocolates do mundo.

Clique aqui para ver as fotos.

P.S. Para uma introdução mais ampla à Guatemala, vale a pena ver o doc Guatemala, Coração do Mundo Maia na Netflix. Apesar da linguagem de promoção turística, é bem vistoso e abrangente.

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