Cidade do “pixo”
Mostra SP: URUBUS traz uma visão inédita do mundo dos pichadores paulistanos e oferece uma das experiências mais intensas que o cinema brasileiro produziu ultimamente.
Mostra SP: URUBUS traz uma visão inédita do mundo dos pichadores paulistanos e oferece uma das experiências mais intensas que o cinema brasileiro produziu ultimamente.
Para além da simpatia e resiliência do personagem, STILL – AINDA SOU MICHAEL J. FOX é um prodígio de construção fílmica.
A mescla de ficção científica, drama psicológico e terror light de OS CINCO DIABOS promete bem mais do que cumpre, mas ainda assim tem seu charme.
TRABALHO traz Barack Obama como apresentador de uma minissérie documental que investiga as condições atuais do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Resenha por Paulo Lima.
UÝRA – A RETOMADA DA FLORESTA. Nesse seu curto retrato, a artista Uýra ilustra bem o resultado de um movimento recente de liberação individual, politização dos corpos e compreensão do valor da ancestralidade.
Esteticamente ousado, A RUPTURA combina documentário, performance teatral e artes visuais para analisar as dinâmicas e os efeitos da corrupção em várias partes do mundo. OLHA PRA ELAS expõe a situação de presidiárias no RS.
O homenageado pelos profissionais de som e imagem na Semana ABC 2023 foi Walter Carvalho. Eu tive a honra de ser convidado para redigir o texto da homenagem, que foi lido na cerimônia pelo ator Leonardo Medeiros. Leiam e vejam aqui.
Filme de ficção coalhado de inserções experimentais, A CIDADE DOS ABISMOS mobiliza ícones da vanguarda paulistana mas não consegue se afirmar dramaticamente.
O Canal Curta! vai estrear nesta quarta-feira (17/5), às 23h, o documentário MELVIN VAN PEEBLES: O NASCIMENTO DE UM HERÓI NEGRO. Em destaque, a produção do clássico “Sweet Sweetback’s Baadasssss Song”.
O HOMEM CORDIAL requer que aceitemos certas premissas um tanto discutíveis, mas, no essencial, é ótimo cinema e faz pensar sobre a cultura das fake news, do cancelamento e do racismo que tensiona a vida brasileira no seu âmbito mais corriqueiro.
O que mais importa em Sem Ursos é sua parábola sobre a responsabilidade do cinema (e da captação de imagens, por extensão) sobre a vida das pessoas. Jafar Panahi desbrava as fronteiras entre ficção e realidade-dentro-da-ficção.
A PRIMEIRA MORTE DE JOANA procura articular o tema do despertar amoroso e sexual com outros filões de interesse contemporâneo, como conservadorismo e agressão à natureza.
Os 90 anos de Eduardo Coutinho estão sendo amplamente comemorados em várias instituições e lembrados por seus colaboradores, amigos e admiradores. Veja como será no MAM-Rio pelas palavras da curadora Kamilla Medeiros.
Três crianças filmadas em 2002 são procuradas para sondar o seu destino duas décadas mais tarde no documentário AMANHÃ, uma ilustração desafetada do abismo social brasileiro.
Ambientado num cinema dos anos 1980, IMPÉRIO DA LUZ é um filme tão bem comportado quanto suas mensagens de gentileza e compreensão mútua.
Feito com carinho e boa pesquisa de materiais de arquivo, JAIR RODRIGUES – DEIXA QUE DIGAM tem simpatia suficiente para compensar sua fatura padronizada.
Minhas impressões de volta da viagem ao Irã
Embarcando amanhã (13/4) para o Irã. Esperar que o país se torne democrático seria renunciar à experiência incomparável de conhecê-lo.
A inteligência do conto original, muito bem compreendida por Helvécio Ratton, está em situar no mundo físico as questões que se passam na mente de Manfredo. Em O LODO, o trânsito do onírico para o concreto se dá pela via do insólito, terreno fértil na obra de Murilo Rubião. Estreia 13/4 nos cinemas.
O blockbuster chinês TERRA À DERIVA é uma demonstração espalhafatosa de poder econômico e capacidade tecnológica no campo das imagens. Disponível na Netflix.
A Cinemateca do MAM relembra Carlos Saura nesta sexta-feira (7/4) com as obras-primas ANA E OS LOBOS e CRIA CORVOS. Leia sobre os filmes.
Comento aqui dois interessantes documentários de média-metragem que podem ser vistos na rede: FAKE NEWS MADE IN BRASIL e DO OUTRO LADO DA COZINHA.
Primeiro longa de cinema do Acre e grande vencedor de Gramado, NOITES ALIENÍGENAS exibe a cultura urbana de Rio Branco e desenvolve uma história tensa sobre o tráfico de drogas chegado do Sudeste.
Divertido aqui e ali, revelador eventualmente, BEM-VINDOS A BORDO surfa na superficialidade, mas demonstra o que uma atriz certa no papel certo pode fazer por um filme.
A opressão às mulheres é tema obsessivo do cinema iraniano nessa fase prodigiosa que começou nos anos 1980. FILHO-MÃE é mais um exemplar brilhante, com o dado especial de ter sido dirigido por uma mulher.
OS LABIRINTOS DE STANLEY KUBRICK, em exibição somente hoje (segunda, 27/3) no Estação Net Botafogo, é um misto de aula e documentário bastante esclarecedor sobre o autor de tantas obras-primas do cinema moderno.
Mahabalipuram – Meu vídeo de um dos conjuntos arquitetônicos e esculturais mais curiosos da Índia, com templos e estátuas talhados a partir de uma única pedra.
Os sete pecados capitais da crítica segundo François Truffaut em texto ácido de 1955.
Livremente inspirado em fatos da crônica policial iraniana, HOLY SPIDER tem apelos comerciais e, por isso mesmo, imanta nossa atenção do início ao fim. Em cartaz na plataforma Mubi.
ELA DISSE vem sendo chamado de “Todos os Homens do Presidente da era do Me Too”. Sem querer comparar os dois filmes, aqui também encontramos a mesma visão épica do jornalismo investigativo e um senso de aventura semelhante.