Uma semana com os filmes de arquivo

Começa hoje (segunda) a minha oficina do Recine 2010 – Festival Internacional de Cinema de Arquivo. O festival acontecerá de 13 a 17 de setembro, no Arquivo Nacional, mas antes disso os 10 selecionados para a oficina recebem fundamentos teóricos e técnicos para realizarem pequenos curtas a partir de 10 horas de material disponibilizado pelo Arquivo. Os filmes vão participar da competição em setembro.

Não gosto nem de pensar na minha responsabilidade de suceder a orientadores tão ilustres, em edições passadas, como Silvio Tendler, Arthur Omar, Silvio Da-Rin, Eduardo Escorel e Vladimir Carvalho. Não sou um cineasta, portanto minha atuação será mais voltada para a análise de filmes feitos majoritariamente com material de arquivo. Para isso, a turma vai assistir a cinco programas nas manhãs de segunda a sexta, a saber:

1. Miss Universe 1929, de Peter Forgacs. Uma história de amor através do século XX, contada através das filmagens da bela austríaca Lisl Goldarbeiter pelo seu apaixonado primo.

2. Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos, de Marcelo Masagão. Pequenas e grandes tragédias do século XX evocadas por meio de materiais colhidos na internet e mesclando personagens reais com fictícios.

3. Videogramas de uma Revolução, de Harun Farocki e Andrei Ujica. Relato da queda do comunismo na Romênia, feito com cenas de Tv e filmagens amadoras.

4. Brasília Segundo Feldman, de Vladimir Carvalho, e Negros, de Mônica Simões. Dois exemplos de uso criativo de material de arquivo, com níveis diferentes de intervenção.

5. Seleção dos premiados nas ofinas dos anos anteriores.

Nas tardes, comentaremos o programa exibido pela manhã e faremos um curso sobre documentário brasileiro contemporâneo. Os moldes do curso serão semelhantes ao que já dei na Laboratório Estação, no POP e no Sesc-Quitandinha. Vamos abordar as diversas modalidades e estratégias dos filmes realizados de 1995 para cá, mas com ênfase maior nos docs pessoais, de coleta e de compilação de materiais de arquivo. 

Na semana que vem, os participantes da oficina vão partir para a ilha de edição e botar a mão na massa. De minha parte, espero ter bons momentos e, pelo menos, não aborrecê-los muito.  

Se demorar um pouco a atualizar o blog, vocês já sabem por quê. 

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