AniMAÇÃo vitaminada

ABÁ E SUA BANDA

Uma animação tecnicamente primorosa, uma palheta vibrante de cores e uma história com mensagens progressistas convidam todas as idades a se divertirem com Abá e sua Banda. A gente até desculpa o imaginário monárquico e a estética bastante disneyana dessa mui simpática produção de Silvia Fraiha.

Tudo se passa no Reino de Pomar, cujos súditos e nobres são todos, claro, frutas. Eu, que gosto de trocadilhos, nunca vi tantos com fruta como nesse filme. Na corte do rei Caxi, seu filho Abalberto, mais conhecido como Abá, recusa-se a herdar o trono e prefere sair disfarçado para tocar guitarra na rua. Acaba formando uma banda com o flautista Juca (um caju) e a baterista (ban)Ana. Eles querem tocar no Festival da Primavera, no palco do Frutopolitan.

A coroa está em risco pela oposição do vilanesco Dom Coco, que espalhou o boato de uma praga para desalojar moradores, mudar o curso do rio, devastar a floresta e defender a monocultura do coco. Mas o príncipe Abá vai descobrir essa conspirata e liderar a jornada do herói.

Ou seja, apesar do contexto um tanto careta de reis e castelos, o filme do experiente animador Humberto Avelar, coadjuvado pelo diretor de animação Alan Camilo, trata de temas elucidativos para o público jovem. Os “rebeldes” que pedem a queda do rei são personagens positivos, a diversidade se opõe à padronização e os interesses do povo e do meio-ambiente são defendidos com palavras e músicas. Ou seja, a salada de frutas vem temperada com lucidez.

>> Abá e sua Banda está nos cinemas.    

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