Com as imagens que colhi na minha recente passagem pela capital sueca, preparei dois pequenos vídeos. Na primeira parte, A Cidade, percorro as várias ilhas que compõem Estocolmo, de onde sempre divisamos o mar e a silhueta bonita da cidade. Começo, porém, com o trajeto ferroviário desde Oslo.
O outono estava suave e fresco, a luz era propícia e as caminhadas, agradáveis. Em Gamla Stan, o Centro antigo, as ruas borbulhavam, não faltando jovens acadêmicos protestando em defesa do povo palestino. Numa das três belas igrejas que visitei, tive o prazer de encontrar a comenda do rei da Suécia ao nosso presidente Lula.
O vídeo percorre avenidas de estilo neoclássico e mergulha nos subterrâneos do metrô, cuja decoração artística das estações é uma atração turística à parte. Na superfície, as dependências suntuosas do Palácio Real e da Prefeitura valem cada minuto passado ali.
Entre as boas surpresas de estar em Estocolmo naquele momento foi topar com um animado festival de cultura indiana. E para concluir essa primeira parte, um convite a navegar comigo e com o amigo Victor Sauerbronn, estudante brasileiro de cinema na Universidade de Estocolmo, pelas águas tranquilas do arquipélago, por onde a cidade se estende deliciosamente.
Na segunda parte, As Artes, exploro os museus Vaza, Fotografiska e Moderna. Neste último, dentro de uma mostra sobre Surrealismo, tive a emoção de encontrar a exibição de Limite, de Mário Peixoto. E ainda a brasileira Isabela, trabalhando como atendente num dos setores do museu. As atrações do Moderna se espalham pelo jardim com obras de Picasso, Calder e do casal Niki de Saint Phalle-Jean Tinguely.
No âmbito da arte de rua, destaca-se o Arco de Ai Wei Wei disposto em frente ao Museu Nacional. Estocolmo é pródiga em museus, e numa estada de três dias não era possível visitar todos.
O que não podia faltar no meu itinerário era visitar o Teatro Real, popularmente conhecido como Dramaten, onde Ingmar Bergman reinou por décadas. Surpreendeu-me não encontrar nenhum ícone relativo a ele no interior do teatro. Do lado de fora, uma pequena rua lateral leva seu nome: Ingmar Bergmans Gata. O espetáculo a que assisti na estreia também se referia a ele: Dämon: El Funeral de Ingmar Bergman, da espanhola Angelica Lidell. Infelizmente, foi decepcionante: longo, extenuante e de muito mau gosto. Do vídeo só constam os supreendentes aplausos.
Na sonorização da primeira parte, usei somente músicas de Lia Ouyang Rusli, compositore não-binárie que conheci na trilha sonora do filme Sorry, Baby. A segunda parte conta com uma composição de Erik Nordgren para Morangos Silvestres e músicas da sueca Linnea Olsson.






