Não! Não interrompi meu ano sabático.
Mas senti falta de um canal para contar e comentar coisas.
Não me seduzo por twitters, facebooks e quetais. Quem sabe um dia, mas não ainda.
Nada a ver entre isso aqui e o DocBlog, paralisado temporariamente. Este é um blog pessoal, uma maneira de falar um pouquinho mais alto que o habitual. E de ouvir quem quiser comentar e trocar ideias.
E começo com um pedido: se ainda não viu, corra para ver “3 Macacos”. O turco Ceylan é um dos melhores diretores em atividade no mundo. O filme é um melodrama dos bons, mas narrado com tamanha elegância e intensidade na sutileza (sim, isso é possível) que me deixou magnetizado. O clube de fãs por aqui, que eu saiba, já conta com pelo menos três nomes de peso: Ely Azeredo, Julio Miranda e Mario José Paz.
Vou comer sorvete de chocolate branco e volto já.
Pingback: Dez anos | carmattos
Carlinhos Querido,
Hoje já não vibro tanto com o filme de quando vi pela a primeira vez, continuo adorando a montagem, a fotografia, a Mise en Scène, mas a história nem tanto, acho que os personagens, filhos, poderiam ser retirados, ele não acrescentam nada, eu (quem sou eu para opinar) acredito que o filme no mesmo ritmo com a mesma fotografia cresceria muito só com os personagens Eyüp, Hacer, Cervet e Bayran.
Oi Julio, acho que o filho é fundamental. Ele é, digamos, o terceiro macaco. É também a expectativa de violência que nunca se realiza, pois é pela autorepressão que aquela família persegue a felicidade.
Oi Carlos,
Somente hoje soube do seu blog através de post do Cavi no Cineclube.
A descontinuidade do DocBlog deixou uma lacuna muito grande num período intenso de produção audiovisual brasileira, e especialmente na área de documentários.
Que haja muito gás e disposição para manter atualizado este novo espaço.
Estaremos acompanhando.
Abs!
Phillip
Obrigado pela força, Phillip. Mas veja bem que esse espaço modesto e pessoal aqui não é, sob nenhum aspecto, uma continuidade do DocBlog. Abração.
Estava lindo mesmo! A foto fiz da minha irmã há 25 anos, quando estudava luz em fotografia.
Estou pensando em propor uma segunda edição para o próximo ano com a mostra “O Erotismo no Cinema Europeu”. Precisaria de um curador. Tem algum pra popor?
bjs
Vou pensar. E se alguém aí tiver uma sugestão, deixe aqui.
Que bom te ver (virtualmente) de novo!!
Seja bem vindo aos nossos e-mails!
bjs
Thereza Jessouroun
Thereza, o material gráfico da mostra “O Erotismo no Cinema Brasileiro” estava lindo. Aquele cataloguito com jeito de livrinho proibido é uma graça. Pena que perdi a mostra. Bjs
Querido
Isso é interrupção de sabático, sim! Mas quem disse que você iria agüentar (ainda com trema)? Segredo: não gosto muito de blog, não. Mas você é você, certo? Adorei CARAMELO. Pelo Líbano, pelos tempos, pelas mulheres e por meu Labaki SOBRETUDO. Beijo grande
Não discuto com musas. Mas volte sempre aqui. Bjs
Carlos!!!!!!
Agora sim…….. e que ótima notícia saber que está blog escrevendo.
Adorei seu blog e adorei os 3 macacos também, foi o melhor que vi ultimamente.
Se eu achar algo de cine colombiano te conto.
Beijossss
Uli
charlot, os três macacos ainda não chegaram a ktá: problemas com o cipó das cinco. preso à última (juro!) revisão do livro do humberto mauro, também eu não consigo pegar o próximo cipó pra ir ao rio conferir a trinca macacal. verei depois, se e quando. mas o blog já está entre os favoritos: evoé! rony
Oi Carlos, que bom que vc está de volta. Vi a nota no Pentimento e corri atras do seu blog. Vou acompanhar sempre.
Abç,
Joana
Bem-vinda, Joana. Bjs
Carlinhos, mano querido
Adorei o blog e também adorei o filme, aliás gosto de todos os filmes dele desde Nuvens de Maio, Distante, Climas e os 3 Macacos.
Tivemos oportunidade de ver no NYFF e depois ouvir o Ceylan. Uma das coisas legais que ele disse foi como gosta de priorizar o silêncio para revelar o conflito dos personagens, muito mais através das imagens, gestos, olhares, enfim “ouvir” o que as pessoas não falam.
Estou citando isso porque também utilizo os filmes dele para o meu trabalho de utilização do cinema em T&D e nas organizações isso acontece muito. Os não ditos às vezes falam muito mais do que as palavras.
Parabéns e beijos,
Myrna
Os silêncios do Ceylan são dos mais belos do cinema. Como os de Antonioni, embora diferentes. Aliás, nunca vi um estudo sobre como os cineastas utilizam o silêncio.
Carlinhos, como é bom você estar novamente se manifestando, opinando, filosofando, nesta área tão carente. Alvíssaras!!!!
Marilia
Olá Conterrâneo,
Que bom tê-lo de volta: bons papos, sugestões e críticas inteligentes, são carências que precisamos suprí-las com cérebos pulsantes de boas idéias…
Longa vida e um abração.
Berê Bahia
Ehê! Mas que boníssima notícia! Como membro do clube dos “sem Carlinhos” (essa foi ótima, Marília Franco!), estou comemorando seu regresso. E grazie mille pela linkada ao Balaio.
Adorei a notícia!
Abraços!
Cazobé…que bom ver vc tomando “cachaça imaginétca” novamente, mesmo que um “gulinho quando em veiz”.
Sua abstinência e como um farol apagado.
Baccio mille!!!
Emilio Gallo
Ótima notícia ter você de volta Carlinhos! Já está nos meus favoritos… Também gostei muito do filme e tenho recomendado aos amigos.Dei mais sorte do que Michel, vi na sessão seguinte a dele. O clima estava mei tenso mas deu tudo certo…Bjs, Marlene
Carlinhos, que bom vc estar de volta ao seu blog para informar, analisar e conversar com a gente. Esse é o espaço ideal para a troca de idéias que mantem viva a reflexão sobre o cinema. Hoje tive uma surpresa quando soube que tres filhos de grandes cineastas estavam realizando um documentário sobre o Cinema Novo. Pode não ser uma notícia de primeira mão, mas aí vai. Dois deles estiveram hoje na minha casa para gravar um depoimento, Erick Rocha e João Pedro Hirszman, o Diogo Dahl não pode vir. Nao é interessante esse trio? Naõ é simbólico e premonitóriio que eles se reunam em parceria para documentar a história do cinema que seus pais viveram? A pergunta final foi: o Cinema Novo morreu? Respondi, pelo exemplo de vcs não.
Enquanto o sangue do cineasta correr pelas veias dos jovens o cinema novo não morre. Observação, Carlinhos, ainda bem que o teto do cinema era de gesso. abs. capô.
Bravo Capô. Bela notícia essa dos filhos do Cinema Novo.
Boa essa do blog sabático ou o que quer que seja. I’ll be back!
P.S.: Com relação à mensagem do Jean: não vou mais a cinema em sessão que ele estiver: que pé frio ! Ainda mais porque com a Susana debatendo um filme na Cinemateca do MAM já aconteceu coisa pior na platéia…
Nos anos 1960 e tanto (ou nos ’70 e poucos) no extinto São Luiz lotado de cima a baixo (tinha 2 ou 3 balcões) num sábado de lançamento do barra-pesadíssima “A Noite dos Desesperados” (They shoot horses, don’t they?) no meo de uma cena de alta dramaticidade (acho que era quando a Susannah York pirava), uma mulher da platéia começou a gritar ao mesmo tempo, surtou geral, mas por si mesma evadiu-se do cinema (aos berros). Foi a coisa mais inusitada que presenciei em uma sala de projeção. Mas o filme seguiu até o amargo fim…
Pior foi o Capovilla. O cinema caiu inteiro na cabeça dele. Está contado no primeiro capítulo do livro que fiz com ele para a Coleção Aplauso.
A D O R E I !
Super amigo fantástico, você faz falta.
Agora vou estar virtualmente colada a você, oba!!
beijocas, sorte, sucesso e muitos escurinhos do cinema,
Lalá
Carlos, a partir de hoje visitarei o seu blog com regularidade. Para início de conversa, sua indicação dos macacos é excelente. Fui ver, mas só vi pela metade. Para meu azar, na sessão que fui, uma espectadora deu uns berros, passou mal. Três médicos acudiram (nenhum deles de chapéu na mão). Acenderam as luzes, suspenderam a projeção. A moça desmaiou, permaneceu inconsciente durante uns 40 minutos até a chegada da ambulância. Foi retirada pelos homens de branco, e depois que tudo foi contornado, suspenderam a sessão e devolveram a grana do ingresso. Fiquei, portanto, sem saber o desenvolvimento da trama que até ali me absorveu totalmente. Macacos me mordam… Nunca antes, neste pais (ou em outro qualquer), isso havia acontecido comigo na sala escura. Boa sorte e sucesso com o seu bolg. Jean do Rio.
Carlinhos,
Que boa notícia!
Abs,
Fernando
Que bom, Carlilnhos, saber do seu blogo. Lereir com frequência. Quanto ao filme 3 Macacos, anotei. Tentarei ver. Abraços, Mário.
dear Carlinhos,
que bom ter vc. de volta nesta telinha. Parece que vc criou um verdadeiro clube dos “sem Carlinhos” . Outro dia fui dar uma espiada de esperança no docblog e fiquei olhando no vazio um tempo até assimilar sua ausência.
Além da dica dos 3 macacos, deixo outra IMPERDÍVEL: quem for a Curitiba não deixe de ir ao MON ver a exposição de fotos coloridas dos irmãos Lumiere. É o mais puro espanto e deleite.
até breve, pois não saio mais daqui.
kiss, Marília
Boa, Carlos!
Sobre a resistência ao Twitter (bem comum até), a ótima matéria de capa da Time elucida vários pontos sobre a importância da ferramenta:
http://www.time.com/time/business/article/0,8599,1902604-1,00.html
Abs,
Bruno.
Vou ler, vou ler
Mano véio
Nao ouço, não vejo, nao falo até ver o filme…rsrs
Mas só pela sua indicação, sei que vale a ida ao cinema
Sucesso com novo blog
bj do mano novo
Deco
Salve Carlinhos!
Que boa notícia!
Uma pitadinha, de leve… Ano sabático, mas com cinema.
beijo,
Vania
Vou comparecer sempre que puder. Pra começar, uma dica pra quem gosta de assistir mesmo aos piores filmes de um grande diretor, tipo “the best of the worst”. Não podem perder “Quand tu liras cette lettre” e “Deux hommes à Manhattan” do Jean- Pierre Melville (adorado por Godard), dos anos 50. São duas porcarias, tão fracos que ele pensou em parar e mudar de profissão. Felizmente não fez isso e depois foi responsável por maravilhas como “Le cercle rouge”, “L’armée des ombres” e “Le doulos”.
Grande dicas, João, surpreendentes como o que costuma vir de você. Mas, me diga, onde ver esses filmes?
Onde ver é fácil, é só querer. Sites de compartilhamento, sem culpas de estar pirateando nada de ninguém, desde que não se comercialize cópias. Afinal, quem tem os direitos internacionais desses filmes? Há o emule e muitos outros, é só escolher. Sobre os filmes: 1) “Quand tu liras cette lettre” tem a Juliette Greco, a musa do existencialismo, fazendo uma freira (ah ah ah) que deixa o convento para vingar o estupro de uma prima (ou será sobrinha?) e depois de tudo feito, volta pra lá. 2) “Deus hommes en Mannhattan” já é mais do genero dele, policial masculino, mas é tão mal filmado que nem parece do mesmo diretor.
Que beleza, Carlinhos. Vou pôr um aviso sobre o blog lá no Pentimento. Abração!
Olá!
em tempos de gripe suína e acidentes de avião … uma boa notícia!!! Viva!
beijos,
Nina
Viva, Nina querida
Carlinhos, troquei o Carlos, o chacal é um homônimo seu, e amigo da Bahia, que manda bem.
Um pena que o DOC esteja sabático, mas é bem vindo seu novo espaço, abraço.
Só pra contrariar: ( de um tecnólogo de alimentos, nascido em Ilhéus do cacau )chocolate de verdade num pode ser branco, ainda que gostoso, isso é algo que ele chamam de chocolate.
Araripe
Sei que é deformação gastronômica, Araripe, mas adoro essa meleca de chocolate branco. Sou um baiano de meia tijela.
Amado, quem sabe assim, pelo menos conseguimos nos encontrar mais.
saudades sempre
Bia
Salve Chacal! Como estão os roteiros? Vc é bom nisso, não pare!
abrc
Araripe
Você trocou de Carlos mas deixou uma curiosidade no ar: e os roteiros do Chacal, hein?!
Me inclua no clube dos 3 Macacos. Genial! E me inclua também nos sócios do seu novo blog. Abraços e saudades. Zanin
Bom ter você na ativa, Carlinhos, mesmo que sem compromissos e curtindo o ano sabático. É como diria Caetano: “como é bom poder tocar um instrumento”. No caso, seu instrumento é o blog.
Vou ver “3 Macacos” (se ainda conseguir, é claro).
Abração,
Ótima notícia. Você estava fazendo falta.
Queremos compartilhar – textos, opiniões, dicas e, eventualmente, sorvete de chocolate branco.
Sem bemvindo!
beijo,
Susana
carlos:
blog já devidamente anexado aos favoritos.
vou conferir os três macacos.
abraços
fabiano maciel