Balanço dos dias sem blog

• Escrevi o artigo sobre as visões do Brasil constantes nos filmes de Nelson Pereira dos Santos. Pouco mais de 40 mil caracteres (com espaços) para uma coletânea que deve ser publicada ainda este ano.   

Assisti aos filmes:

• A Fita Branca – Quase uma obra-prima, não fosse a estranha volúpia de Haneke em narrar a crueldade, o que sempre me deixa com um pé atrás.

• Preciosa – Peça grosseira de mundo-cão onde só apreciei a performance de Mo’nique e uma certa entrega bovina da Gabourey Sidibe.

• Annie Leibovitz: A Vida por Trás das Lentes – Retrato parcial mas interessante da fotógrafa que “viu” o sublime e o vulgar da cultura das celebridades. Em DVD.

• O Amor Segundo B. Schianberg – Experiência meio chatinha, mas razoavelmente curtível de Beto Brant. Um casal bonito brincando de amar e viver é quase tudo o que o cinema sempre ofereceu. 

• O Segredo dos seus Olhos – O filme mais ambicioso e bem-sucedido de Juan José Campanella, apesar da queda na meia hora final. O cara é um tremendo contador de histórias e magnetizador de plateias.

• Educação – A ótima Carey Mulligan emula Audrey Hepburn num filme com gosto de anos 1960, tanto no charme da transgressão como no desfecho moralizador e desencantado.

• O Mensageiro – Mais um acerto de contas dos americanos com as culpas da guerra do Iraque. Um buddy movie rotineiro com um Woody Harelson mais careteiro do que nunca.

• Burma VJ – O vencedor do É Tudo Verdade e candidato ao Oscar dá aula de roteiro de doc. Reencenação de um personagem refugiado na Tailândia fornece perspectiva de tensão e impotência, fundamental para se compreender o trabalho dos video-repórteres clandestinos. 

• Depois do Casamento – Bom drama burguês de Susanne Bier. Um homem dividido entre compromissos morais na Dinamarca e em Bombaim, sem maniqueismo nem demagogia social. No HD do meu Panasonic.

• Finalmente fui ver a exposição de Sophie Calle, no MAM. Muito divertida e inteligente a maneira como a artista transformou uma dor pessoal em arte irônica e persuasiva. Mas fiquei impressionado com a violência punitiva das mulheres convidadas. O e-mail de separação do ex-namorado foi convertido em peça física para ser amassado, rasgado, despedaçado, alvejado por tiros. Cheguei a ter pena do rapaz…       

• Li capítulos de Um Enigma Chamado Brasil, excelente coletânea de verbetes ensaísticos sobre 29 intérpretes do Brasil. Organizada por André Botelho e Lilia Moritz Schwarcz.

• Terminei de ler o Guia Afetivo da Periferia, do Marcus Vinicius Faustini. Sobre ele vou postar um texto por esses dias.

• Baixei e ouvi músicas de Alexandre Desplat (meu trilheiro favorito atualmente), Joe Hisahi (trilheiro japonês que recicla descaradamente estruturas melódicas ocidentais), Coldplay, Natalia Lafourcade e o docinho de nougat Corinne Bailey Rae.   

• Soube de duas ou três grandes novidades que só com o tempo poderei contar.

4 comentários sobre “Balanço dos dias sem blog

    • Para um filme feito pela irmã, até que não é muito baba-ovo. Mas você, como fotógrafo, deve ter curtido bem mais que eu. Bjs

  1. Sobre a Sophie Calle: você teria ficado com mais pena ainda se tivesse lido “Relatório sobre mim mesmo”, fantástico livro do Gregoire Boullier, autor também da carta-pé-na-bunda da Sophie.

  2. Carlos, tudo bem?
    Preciso falar com você sobre o Kiko Goifman / HiperReal. Qual seu email?
    Abraço,

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