Mentiras sinceras interessam, cantava Cazuza. Mentiras essenciais são o que importa, poetava Waly Salomão.
Mas há mentiras que não são sinceras nem essenciais. São puras, deslavadas enganações. Elas surgem a todo momento, especialmente na mídia e na internet. Quantas vezes você não tem vontade de abrir a janela e gritar “Não! Isso é mentira!”.
Compreendi que, de alguma forma, o Twitter pode fazer as vezes dessa janela. Você vai ali e, em essenciais 140 toques, diz que não acredita em determinada lorota. Pelo menos seus amigos seguidores saberão o que você pensa.
Para isso, criei no meu Twitter a hashtag (palavra-tema) “#contaoutra“. Sempre que não acreditar numa história corrente, vou contar ali no microblog. Convido os amigos a compartilharem a hashtag, gritando na sua própria janela o que achar que é mera conversa fiada.
Desde sexta-feira, já postei as seguintes patranhas no #contaoutra:
– “O governo” está fraudando a mega-sena. Só ganham “laranjas”. A mídia só não denuncia porque “o governo” não deixa.
– O Estação abandonou as salas do novo prédio porque a UPA desvalorizou o lugar como entretenimento.
– A Argentina tem futebol.
– Os Normais 2 merece algum tipo de aplauso.
– O Globo tem revisores e copidesques.
– Trabalho escravo é flagrado em obra do PAC (Folha SP). Conheça a verdade: http://is.gd/329RF
– O “socialista” Obama vai comer as criancinhas estudantes dos EUA.
Ao final de todas essas frases, ouçam o meu mais sincero “então, tá”.


